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O fim da leitura de "Gilberto Braga: O Balzac da Globo" deixa um amargo

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          Não é à toa que Gilberto Braga é comparado ao Balzac, o fundador do realismo na literatura moderna, afinal, o novelista trouxe um novo ar para as telenovelas brasileirinhas ao abordar com tanta fidelidade a realidade das classes A e B. Claro que tudo isso que eu disse já é batido e você encontra em qualquer canto da internet. Só que é sempre bom lembrar que entre nossos escritores de novelas, existem grandes nomes, como o de Gilberto Braga. A biografia que teve sua escrita iniciada pelo jornalista Artur Xexéo com Gilberto Braga em vida, teve que ser continuada e concluída por outro jornalista, Mauricio Stycer, após a morte do primeiro. Isso é explicado rapidamente logo quando começamos a nossa leitura, mas não interfere na construção do livro que, como uma boa novela, é dividido em duas fases. Na primeira parte da biografia do Balzac global, vamos nos aprofundar nos antecedentes familiares de Gilberto, na sua infância, na sua adolescência e na sua...

"Heartstopper: Forever" é um bom filme, mas merecia ser uma série

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     No dia 17/07, estreou na Netflix o filme “Heartstopper: Forever” que encerra a série baseada nos quadrinhos criados por Alice Oseman. No filme, nós vamos acompanhar o último ano escolar de Nick e como ele e Charlie lidam com a distância iminente que vai existir entre os dois. Ao mesmo tempo, vamos ter algumas pinceladas do que está acontecendo com os outros personagens que também se preparam para essa grande mudança. O primeiro ponto que eu tenho que apontar foi o fato de que o filme, diferente da série, aposta muito mais em cenas quentes. Talvez porque Nick e Charlie agora estão mais amadurecidos ou porque os atores estão mais velhos ou por um efeito “Heated Rivalry”, eu acredito que possam ser as duas coisas. Outra coisa que eu preciso apontar, talvez seja esse o pontapé inicial do meu texto, o filme é bom, mas teria sido melhor se fosse uma temporada convencional da produção. Uma coisa que eu sempre gostei em Heartstopper é como a série conseguia trabalhar os outr...

LEITURA: O PRÍNCIPE CATIVO

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  A trama regencial e erótica de “O Príncipe Cativo” me cativou?   Já tem um tempo desde que me interessei em ler a trilogia “Príncipe Cativo”, mas foi apenas em novembro do ano passado que eu consegui comprar um box com os três livros, além de um volume extra com histórias extras. Apesar disso tudo, consegui ler o primeiro volume apenas agora em janeiro. Príncipe Cativo é uma trilogia escrita pela autora C.S. Pacat e o primeiro volume intitulado “O Príncipe Cativo” vai seguir a trajetória de Damianos (ou Damen), o príncipe do reino de Akielos que, depois do seu meio-irmão, Kastor, armar um golpe de estado para ficar com o trono, é enviado ao reino de Vere como presente para apaziguar a rivalidade. Acontece que Damen é mandado como presente para o príncipe de Vere, Laurent, que odeia o reino de Akielos.   O mundo criado por C.S. Pacat se baseia um pouco na Idade Média, mas sem pudor rigoroso nessa época em relação ao sexo, ainda mais quando falamos de relações h...

Processo de escrita de “Amor & Mistério” e o apoio nos clássicos da literatura

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  Processo de escrita de “Amor & Mistério” e o apoio nos clássicos da literatura O processo de escrever uma nova história é sempre interessante, pelo menos para mim. São muitas coisas que acontecem quando a gente tem o insight da nova ideia, depois o desenvolvimento da história, o pensar nos personagens, nas situações que vão acontecer durante o desenvolvimento deles, as personalidades de cada, suas vozes. Existem diferentes formas de se ter uma nova ideia, muitas vezes elas vem quando queremos e outras vezes elas vem quando menos esperamos. Desde o ensino médio eu sempre gostei muito dos clássicos literários, apesar de que naquela época eu os entendia muito pouco e hoje em dia, a maioria ainda é difícil para mim, mas isso não me afasta da vontade de querer lê-los. Muitas ideias eu tive durante algumas leituras ou pensando sobre elas. Por exemplo, a primeira semente para pensar na trama de “Sangue & Esplendor”, história que volta e meia eu repenso e reescrevo algo ou escrev...

Uma nova visão para a clássica peça de William Shakespeare

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  Um tempo atrás eu escrevi para esse blog um texto onde eu refletia sobre a originalidade (Como podemos definir originalidade?), onde eu disse que desde que o ser humano aprendeu a se comunicar, todas as histórias que contamos são as mesmas, talvez não com essas palavras e lembro de ter citado exemplos da antiguidade e também ter usado, por coincidência, Romeu e Julieta. O Romance que vou comentar hoje não se trata de uma história totalmente nova e nem de longe de uma ideia completamente original, até porque não é a primeira vez que alguém pensa em pegar a ideia de Romeu e Julieta (de Shakespeare) e transformar em uma trama LGBT.   “Romeu & Valentim”, como adiante no parágrafo anterior, se trata de uma releitura da história de Romeu e Julieta, mas não da maneira que você espera. Nessa história apaixonante e com ótimas cenas de lutas, o autor Caleb Roehrig, traz uma visão interessante sobre a clássica história de amor. Eu vou chamar nesse texto de releitura porque eu não c...

Por que olhar para os lírios do campo?

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  Até que ponto nossas escolhas podem influenciar nossa felicidade? Até onde podemos ir para ter uma vida mais confortável, sem nos preocupar com as contas do início do mês? No romance de Erico Verissimo, *Olhai os Lírios do Campo*, essa reflexão aparece em sua camada mais básica, mas, no fundo, trata-se de uma história que vai muito além dessa pergunta. Não é à toa que o título faz referência a uma passagem bíblica. Antes de apresentar minha opinião e reflexão sobre o romance, preciso dizer que a leitura desse livro foi uma grande surpresa para mim. Não é novidade para ninguém que me acompanha que minha experiência com a leitura está em constante evolução. Há tempos eu queria ler uma obra de Erico Verissimo. Desde que entrei no curso de Letras, sentia-me um pouco diminuído por nunca ter cogitado a leitura de um romance do autor antes. E não apenas porque ingressei no curso, mas também porque ele é gaúcho, assim como eu. Acredito que exista uma máxima parecida com Jorge Amado: se...

Como podemos definir originalidade?

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  Esses dias vi um questionamento online sobre originalidade, que hoje em dia as pessoas não sabiam mais contar uma história original, que tudo já parecia ser feito. Então, pensei sobre esse conceito, na verdade, eu já havia dedicado um tempo meu pensando sobre isso e chegado a uma conclusão que me satisfez pessoalmente. Afinal, quando refletimos sobre um assunto, essa reflexão termina quando chegamos a uma conclusão que nos parece certa. Então, esse texto não tem o intuito de entregar uma resposta, mas sim de pensar a cerca do conceito de originalidade. Dito isso, não vou falar apenas de arquétipos que vivem nas histórias, também quero passar pelo conceito de refilmagem (ou o remake), adaptação e o termo que ganhou a boca do povo nos últimos anos, o reboot.   Vamos começar pensando sobre a originalidade. Será que hoje em dia não tem mais como ser original?   Todas as histórias já foram contadas e não temos mais para onde ir, não existe outro caminho para seguir, será...